Simpatia e muita experiência, Guthrie visita a Arena Beisebol

A tarde desta quinta (25), feriado na capital paulista, marcou mais um capítulo especial da relação MLB e beisebol brasileiro.

Em evento organizado pelo consulado geral norte-americano, em parceria com a MLB, realizado na Arena Beisebol, o ex-arremessador Jeremy Guthrie dividiu com os presentes suas histórias, experiência, ensinamentos e simpatia.

Programada para ser uma palestra e clínica, o evento foi além, com Guthrie abrindo uma longa sessão de perguntas, contando um pouco de sua trajetória e vida pessoal, desde o beisebol universitário, quando dividia suas atenções entre beisebol, futebol americano e basquete, até o fim de sua carreira profissional.

Recém-aposentado aos 38 anos, após 15 anos de beisebol profissional, sendo 13 deles em times da MLB (Cleveland Indians, Baltimore Orioles, Colorado Rockies, Kansas City Royals e Washington Nationals), Guthrie fez seus últimos arremessos pelo Acereros de Monclava, time mexicano que disputa a LMB (filiada a MLB).

Guthrie contou que um dos motivos que o fez encerrar a carreira no ano de 2017 foi seu único jogo pelos Nationals, em que foi o abridor, permanecendo por apenas 0.2 entrada, cedendo seis rebatidas e dez corridas. O mal desempenho fez com que a equipe de Washington oferecesse um contrato ruim e que somado a vontade de ficar junto a família, fez com que decidisse parar. Sua ida ao México, por apenas 14 dias e 8 jogos, foi, segundo ele, por “vontade de conhecer o país e ver jogadores que às vezes jogam apenas por amor ao jogo”.

Bonés do Acereros de Monclova e Kansas City Royals (Foto: Vinicius Farias/Agência Interbase)

Guthrie viveu o ápice de sua carreira nos tempos de Royals, principalmente no ano de 2012 quando disputou parte da temporada nos Orioles, mas foi em 2014 que o ex-arremessador chegou mais perto da World Series. Abridor do decisivo jogo 7, ele estava no montinho nas três corridas anotadas pelo San Francisco Giants, campeão daquele ano, vencendo o jogo por 3 a 2.

Em 2015, no ano do título dos Royals, ele esteve no elenco durante a temporada regular, mas foi enviado para as ligas menores e por lá ficou durante os playoffs. Mas nem por isso Guthrie deixa de se sentir campeão. Perguntado sobre isso, Guthrie disse se sentir campeão também, já que esteve com o time durante a temporada, mas que obviamente ficou triste por não ter estado no elenco durante a pós temporada.

Entre dicas sobre preparação para os jogos, estudo do adversário e arremessos, o norte-americano contou que o adversário mais perigoso que enfrentou foi David Ortiz e que considerava a primeira vez que arremessou no Fenway Park como um dos melhores momentos da carreira. Os outros foram o jogo 3 da World Series de 2014 e defender os EUA no World Baseball Classic em 2009.

Guthrie em ação no jogo 3 da World Series de 2014, no AT&T Park (Foto: Getty Images)

Antes de encerrar a série de perguntas e começar os ensinamentos, demonstrando seus movimentos no arremesso, Guthrie, quando perguntado sobre os brasileiros, disse não conhecer muitos, basicamente Paulo Orlando com quem jogou em Kansas, Yan Gomes e André Rienzo, mas que, assim como os demais latino americanos, demonstravam muito talento e amor ao jogo.

Guthrie, após a clínica de arremessos, encerrou o evento com muitas fotos e autógrafos, dentre elas uma em especial, tirada com um garoto que vestia a camisa 34 dos Nationals, de Bryce Harper, prometendo enviá-la ao próprio jogador.


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