Mais um ano em que o MLB The Show não tem concorrência, tendo em conta que o MLB 2K parou de ser produzido após a versão 2013. Mas a falta de competitividade não fez com que os produtores relaxassem — pelo contrário. O MLB The Show, lançado apenas para PS4, chega com muitas novidades e bastante realismo.

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Animações muito reais

Uma das grandes vantagens do MLB The Show 2017 em relação aos anteriores são as animações muito bem detalhadas. Para esta edição, várias faces foram personalizadas e não há mais aquele ar de jogadores genéricos que haviam em outros.

Além disso, uma coisa bastante real é que agora há várias animações diferentes de defesa. Cada fly ball parece que é defendida de maneira diferente da outra, e os infielders leem o tempo de velocidade do corredor para fazer a defesa sem apressar além do necessário.

Outras detalhes mínimos nas animações que fazem bastante diferença é quando o corredor está em base. O arremessador vira a cabeça para olhar o corredor quando você aperta L2, e constantemente os jogadores rápidos ficam se movimentando nas bases para confundir o arremessador. Tudo isso torna o cenário ainda mais real e enriquece a experiência.

A torcida também é muito fiel ao que vemos nos ballparks. Torcedores com cartazes personalizados dos principais jogadores do time geralmente são mostrados durante as transmissões. Também é possível ver o estádio se esvaziando quando o placar está muito dilatado — outro ponto que traz realidade.

A integração da MLB Network foi gigantesca para o jogo. O “showtrack” mostra detalhes de velocidade em rotas defensivas, velocidade dos lançamentos na defesa e outras coisas que geralmente são vistas numa transmissão normal — algo bem parecido com o statcast, por exemplo.

O trio de transmissão também é muito bom, formado por Matt Vargesian, Harold Reynolds e Dan Pleasac. Os comentários são um pouco repetitivos, e após algumas horas jogando é possível decorar a maioria, mas nada que atrapalhe na experiência de jogar.

Gráficos excelentes

Apesar de não ter o gráfico de games consagrados de mundo aberto como Assassin’s Creed e Metal Gear, o MLB The Show traz gráficos muito reais e uma atmosfera que retrata muito bem o que acontece no campo de beisebol. Detalhes da poeira saindo da luva do catcher, o barro se formando com a chuva e as faces muito reais contam bastante.

No entanto, as chuvas são muito mal feitas e precisam ser melhoradas para os jogos seguintes — as vezes é possível confundir entre chuva ou neve.

Um ponto positivo é que os gráficos da bola em direção ao home plate após o lançamento são bastante fiéis. Se você prestar atenção, é possível ver direitinho o giro de cada arremesso em específico. Tudo muito nítido.

Bons sons, mas a trilha poderia ser maior

É espetacular quando você entra no The Show e há algum audioclip sobre alguma jogada que marcou época no beisebol recente — como home run 500 de Ken Griffey Jr., home run de Bartolo Colón e outros lances icônicos.

A trilha sonora é pequena, apenas nove músicas e a maioria são do mesmo gênero pop/indie rock. Poderia ter muito mais variedade e opção de músicas, algo presente em outros jogos de esporte como NBA 2k17. Isso é um defeito grave, visto que após alguns dias de jogo você já decora todas as músicas — o que dá um senso de repetição desnecessário.

Um ponto positivo são os sons do Road To The Show que saem diretamente no controle. É possível ouvir os companheiros de defesa gritando para as jogadas de campo, o que é muito legal.

Modos de jogo: Road To The Show e Franchise

O modo carreira, alcunhado de Road To The Show, é bom e merece uma avaliação positiva. Os produtores fizeram um cenário parecido com o que há no Fifa 17, em que o jogador responde a decisões fora de campo e molda a sua personalidade. No entanto, não chega aos pés do que é feito no NBA 2K17, por exemplo, em que há uma interação amplamente maior e com muito mais detalhes.

Road To The Show é um trabalho em andamento, que apesar de bom ainda precisa muitas melhorias. As conversas entre treinadores e agente geralmente são repetitivas, e há poucas opções off field para o jogador. A intetemporada, por exemplo, poderia ser muito melhor. Não há treinamentos e nada que preencha a intertemporada, você simplesmente simula, faz decisões contratuais e fica por isso mesmo.

Para o modo Franchise, eles acertaram em cheio. É possível se sentir como um general manager, e moldar todo o elenco. Mas a falta de Single-A, outras ligas menores e de muitos prospectos que não têm licença trazem alguns pontos negativos. Quem joga OOTP 18, por exemplo, enxerga uma complexidade muito maior nas negociações. De qualquer maneira, o Franchise é bom e muito recomendado.

Vale a pena?

Não é um jogo de beisebol perfeito, e fica atrás da simulação dentro e fora de quadra do NBA 2K17. Mas sem dúvida nenhuma compensa comprar.

MLB The Show é um jogo muito bom, e obrigatório para quem gosta de beisebol. Eu, por exemplo, comprei o PlayStation 4 justamente para ter esse jogo em casa. Vale a pena desembolsar R$ 199 na PlayStore e garantir várias horas de diversão.

Review MLB The Show 17: Vale a pena comprar?
Gráficos8.2
Animação9
Sons8
Jogabilidade8.8
Road To The Show (My player)7.5
8.3Overall Score
Reader Rating: (3 Votes)
6.1

About The Author

Editor-chefe da Casa do Beisebol, entre 2015-2017 ocupei a mesma função no Segunda Base, além de ter trabalhado como administrador e fundador do Spinball Net entre 2011 a 2016. Ainda com passagem pelo ExtraTime. Respiro beisebol 24 horas por dia, também sou tipster e apostador profissional no Quero Apostar.

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