A temporada da MLB termina hoje, e pela terceira vez em quatro anos, num jogo 7. Dessa vez o palco para o espetáculo é Los Angeles, será o primeiro winner takes all em World Series realizado em toda a história do Dodger Stadium, fundado em 1962. Os Dodgers buscam o sexto título, o primeiro desde 1988, já o Houston Astros espera vencer o título do beisebol americano pela primeira vez em seus 55 anos de história. Seja quem vencer, vai quebrar um longo tabu.

Os abridores

Yu Darvish irá abrir pelo time californiano, o japonês de 31 anos teve o pior start da carreira no jogo 3, quando cedeu 4 corridas e saiu em menos de 2 entradas arremessadas. Porém, com exceção desse jogo, o destro que chegou em Los Angeles na deadline desse ano tem sido incrível nos playoffs, cedendo apenas 2 corridas em 11.1 entradas arremessadas contra Arizona Diamondbacks e Chicago Cubs na NLDS e NLCS.

Já pelos texanos, Lance McCullers sobe ao montinho. O destro de apenas 24 anos teve uma primeira parte de temporada incrível, quando postou para 3.05 de ERA em 91.1 entradas. Porém, não conseguiu manter o desempenho na segunda parte, muito por conta de uma lesão. McCullers foi quem fechou o jogo 7 da ALCS, arremessando as últimas 4 entradas.

Os bullpens

O bullpen dos Astros tem sido um problema durante toda a temporada. Foi rankeado apenas em 10° da Liga Americana em corridas cedidas, e tem sido ainda mais desastroso nos playoffs. Até Will Harris, Chris Devenski e Ken Giles, que foram confiáveis durante todo o ano, tem vivido má fase na pós-temporada. Brad Peacock, que é starter, tem sido a única peça confiável saindo do bullpen texano.

Já o dos Dodgers, foi incrível durante a temporada regular, e se superou ainda mais na NLDS e na NLCS. Foram 24 entradas sem ceder sequer uma corrida, um recorde em toda a história da pós-temporada do beisebol. Porém, a queda de rendimento na World Series foi igualmente proporcional. Somando os jogos 2 e 5, relievers de Los Angeles cederam ao todo 13 corridas. Alarmante.

Mas há boas notícias para ambos os times. Por ser o último jogo do ano, os times terão ainda mais braços disponíveis no bullpen. Além de seus relievers costumeiros, todos os abridores com mínima condição de arremessar pelo menos uma entrada poderão entrar na partida. Não se surpreende se Clayton Kershaw e Alex Wood apareçam pelos Dodgers, ou Dallas Keuchel e Charlie Morton pelos Astros. Hoje, vale tudo.

Os ataques

O ataque dos Astros foi, em números,  um dos melhores de toda a história do beisebol na temporada regular. Mesmo não tendo um desempenho tão estelar em outubro — salvo explosões na ALDS e nos jogos 2 e 5 dessa World Series  —, é um perigo para qualquer time adversário. Todos os jogos vencidos pelos Astros nesse Fall Classic, tiveram um bom desempenho de sua lineup, e todos os perdidos, uma atuação fraca. Não é coincidência. É a principal arma do time e o maior motivo de Houston ter alcançado mais de 100 vitórias. Jose Altuve, Carlos Correa, George Springer e Marwin González terão que render hoje.

Se o ataque foi fundamental para os Astros terem chegado aonde estão, no caso dos Dodgers foi o contrário. O pitching staff californiano postou para um 3.38 ERA coletivo no ano, um número incrível que ficou apenas atrás do Cleveland Indians no quesito. Já o ataque de Los Angeles foi apenas o 12° melhor de toda a MLB. O grande problema é a total dependência de Chris Taylor, Corey Seager, Justin Turner e Cody Bellinger. Desses, apenas Taylor faz uma boa série, Turner e Seager estão completamente apagados nessa World Series. De surpresa positiva, está Joc Pederson, que viveu um 2017 apagado, mas ressurgiu no Fall Classic com 3 home runs em 6 jogos.

Está série já está marcada na história como uma das melhores da história, e o jogo 7 serve apenas para completar. Hoje será o auge de qualquer temporada de beisebol, muitos sonhos serão realizados, já outros serão quebrados. Lágrimas serão derramadas dos dois lados, independentemente de quem vencer, existe uma certeza: hoje, o maior vencedor será o esporte.