Na pós-temporada, a margem de erro é mínima. Cada arremesso e atitude conta — do jogador ou treinador. Você joga 162 jogos na campanha regular e um detalhe mínimo em outubro pode separar você do título ou da eliminação. No caso do New York Yankees, alguns erros de Joe Girardi na partida 2 da série contra o Cleveland Indians pode ter custado muito caro para as pretensões dos nova-iorquinos.

Diante do melhor time da temporada, os Yankees chegaram a liderar a partida em 8 a 3 três entradas restantes até o fim do jogo. Quando a sexta entrada começou, nesse placar, as chances de vitória estavam em 95%. Isso com o melhor bullpen da Liga Americana e CC Sabathia arremessando bem.

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Na fatídica sexta entrada para os Bombers, tudo começou a dar errado quando Girardi sacou Sabathia da partida. Havia um jogador em base, um eliminado e o canhoto estava atuando bem com ainda 77 arremessos e muita gasolina no tanque. Talvez Girardi confiou demais no bullpen, quando sacou o abridor para colocar Chad Green — que tinha jogado bem no Wild Card — para o jogo.

Green estava arremessando com um corredor na segunda base e outro na terceira, dois eliminados, quando um arremesso para Lonnie Chisenhall foi marcado hit-by-pitch para então lotar bases. Só que o lance foi muito duvidoso, e Gary Sanchez, catcher dos Yankees, que teve a melhor visão entre todos do estádio, percebeu na hora que o arremesso não bateu em Chisenhall e que deveria ter sido strikeout.

Sanchez gritou para Girardi desafiar o lance, só que o treinador não o fez com a justificativa de “não quebrar o ritmo do arremessador”. Os replays mostraram que a arbitragem errou na marcação inicial, e que o desafio provavelmente terminaria a entrada dos Indians e levaria o jogo para a sétima entrada com o placar confortável de 8 a 3.

Girardi não tinha nada a perder. São dois desafios por jogo, e mesmo se desse errado, ele teria outro na manga. Quebrar o ritmo de Green? Talvez, mas enquanto os árbitros revisam o lance junto com a central de replays da MLB, o arremessador é permitido para lançar algumas bolas em aquecimento.

Com as bases lotadas, o não desafio e Francisco Lindor no bastão, o shortstop dos Indians mandou a bola para o outro lado do muro com o grand slam que deixou a partida em 8 a 7 e reascendeu o Progressive Field. Após a jogada, a chance de vitória dos Yankees desceu para 66%. Parecia só questão de tempo até os Indians empatarem a partida.

Com a derrota, que veio na 13ª entrada em walk-off de Yan Gomes, os Yankees estão numa situação delicadíssima.

Eles precisam vencer três jogos seguidos contra uma equipe que está numa sequência de 35 vitórias nos últimos 39 jogos. Para piorar, Corey Kluber ainda voltaria mais uma vez na série e os Yankees teriam que derrotar Trevor Bauer, que está em excelente fase e dominou o ataque dos Bombers na primeira partida.

Os Yankees estão contra um dos melhores times da história do beisebol e um excelente treinador em pós-temporada (Terry Francona) que praticamente não erra. Girardi não poderia se dar ao luxo de ser descuidadoso nesse jogo dois. Agora, talvez seja tarde demais para tentar qualquer coisa contra a Tribo.


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About The Author

Editor-chefe da Casa do Beisebol, entre 2015-2017 ocupei a mesma função no Segunda Base, além de ter trabalhado como administrador e fundador do Spinball Net entre 2011 a 2016. Ainda com passagem pelo ExtraTime. Respiro beisebol 24 horas por dia, também sou tipster e apostador profissional no Quero Apostar.

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