Para os jogadores escolhidos no draft de 2017, a temporada foi curta. Como a temporada do beisebol das ligas menores terminar em setembro, os jogadores tiveram apenas um par de meses para mostrar o seu talento. Ainda é muito cedo para avaliar o potencial dos jogadores em campo, mas já deu para ter um pequeno gostinho do que esperar das principais promessas que vieram no último recrutamento.

1) Royce Lewis, Minnesota Twins (1ª escolha)

Ao contrário de Greene, Lewis conseguiu mostrar trabalho com mais de 200 idas ao bastão na última temporada. Shortstop de natureza, o garoto de 18 anos foi muito bem e chegou a ser promovido: do Rookie Level para a Single-A do Minnesota Twins. Claro que ainda é um jogador muito cru, mas até agora vem justificando porque foi a primeira escolha do draft. Com um mix de velocidade, defesa e contato no bastão, é um jogador que promete muito.

2) Hunter Greene, Cincinnati Reds (2ª escolha)

Depois que assinou com os Reds, Greene passou um tempo lesionado (Getty Images)

Considerado o próximo fenômeno do beisebol, Hunter Greene é um jogador de extremo potencial e é uma versão adolescente de Shohei Ohtani — ou seja, consegue rebater e arremessar muito bem. Aos 18 anos, Greene teve uma participação quase zero no sistema dos Reds no ano passado. Apenas 4,1 entradas arremessadas no Rookie Level, e só sete jogos como rebatedor. Muito pouco para tirar qualquer conclusão, mas das 30 idas ao bastão, ele não conseguiu fazer quase nada e não teve sequer um mísero walk. Ainda muito cedo, mas um início nada animador. (Mais sobre a trajetória de Greene nessa coluna).

3) Brendan McKay, Tampa Bay Rays (4ª escolha)

Assim como Greene, McKay é um jogador que trabalha como arremessador e rebatedor. No entanto, ao contrário do prospecto dos Reds, McKay atua na primeira base (e não como shortstop). Um pouco mais velho do que os outros, o prospecto dos Rays completa 23 anos nesta temporada. Em 2017, no pouco tempo que teve na A- dos Rays, ele brilhou no montinho e no bastão. Por enquanto, ainda segue sem uma posição definida e seguir nas duas funções é uma possibilidade real.

4) Mackenzie Gore, San Diego Padres (3ª escolha)

Gore não estava cotado entre as principais promessas do draft, mas os Padres foram ousados e escolheram o arremessador canhoto na terceira pick do último draft. Aos 18 anos, Gore é um jogador de muito talento e mostrou isso nos sete jogos que realizou até agora pela Rookie Level. Controlando os walks e com uma taxa absurda de strikeouts, deve começar a temporada em outro nível. Seu ERA de 1,27 em 2017 é de colocar respeito.

5) Kyle Wright, Atlanta Braves (5ª escolha)

Kyle Wright é mais um bom prospecto da ótima formada de bons arremessadores dos Braves (USA Today)

Um arremessador titular já desenvolvido, Wright faz 23 anos em 2018 e na última temporada chegou a ser promovido para o time de A+ dos Braves após começar na Rookie Level. Em apenas 17 entradas, ele mostrou qualidade e muito amadurecimento. É um jogador que não seria surpresa se terminar o ano na Triple-A, ou dependendo de como o desenvolvimento seguir, talvez na MLB. Entre essa lista toda, é o jogador mais preparado no momento.

6) Jeren Kendall, LA Dodgers (23ª escolha)

Um jogador empolgante de assistir jogar, Kendall é um atleta que tem muita velocidade, capacidade de fazer contato com a bola e ainda força no bastão. Aos 21 anos, no ano passado ele estreou pela Rookie Level dos Dodgers, e logo foi promovido para o time de classe A da franquia. Kendall tem muito potencial, um jogador que foi um verdadeiro steal no draft ao cair na 23ª escolha para os californianos.

7) JB Bukauskas, Houston Astros (15ª escolha)

Mais um jogador desenvolvido e que não deve demorar para fazer sua estreia nas Majors, JB Bukauskas brilhou no beisebol universitário e deve ter uma carreira de sucesso na liga. Assim como é de praxe, o arremessador titular começou na Rookie Level, e terminou a curta temporada na A- do time texano. Apenas 10 entradas arremessadas, então não deu para Bukauskas mostrar muito de seu jogo.

About The Author

Editor-chefe da Casa do Beisebol, entre 2015-2017 ocupei a mesma função no Segunda Base, além de ter trabalhado como administrador e fundador do Spinball Net entre 2011 a 2016. Ainda com passagem pelo ExtraTime. Respiro beisebol 24 horas por dia, também sou tipster e apostador profissional no Quero Apostar.

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