O draft da MLB não está tão longe como parece. No próximo mês, entre os dias 12 a 14 de junho, as novas promessas do beisebol universitário e do ensino médio assinarão com as equipes da MLB. Para começar os preparativos, separamos os cinco melhores prospectos para o draft que jogam no beisebol universitário.

1 — Alex Faedo, Florida

Posição: Arremessador (destro)
Temporada no universitário: Terceira

Alex Faedo é um dos jogadores mais comentados como o próximo arremessador nível elite deste draft e os motivos não são poucos. Arremessador moderno: alto (1,95m), que é um protótipo de máquina de strikeouts ao mesmo tempo com poucos walks, tem como principal arremesso a bola reta de 94 milhas por hora de média. Destro, foi draftado previamente pelo Detroit Tigers quando havia acabado de sair do ensino médio na Braulio Alonso High School, em Tampa, no ano que teve um ERA de 0,68 e 68 strikeouts em 48 entradas arremessadas.

Sua primeira colocação na lista mostra o poder da universidade da Florida em recrutar bons arremessadores: no ano passado, o número um também era um arremessador dos Gators, mas era o canhoto A.J. Puk, draftado pelo Oakland Athletics no mesmo ano.

2 — Jeren Kendall, Vanderbilt

Posição: Campo externo
Temporada no universitário: Terceira

Único jogador de campo externo na lista, Kendall é um protótipo de um five-tool player — jogador que une velocidade e habilidade ao se movimentar nas bases, força no bastão, bom aproveitamento no bastão, bom lançamento e boa defesa — mas que precisa trabalhar em seu aproveitamento para que o excesso de agressividade no bastão e de strikeouts não “quebrem” o jogo dele no caminho para as Grandes Ligas.

Apesar disso, é considerado o melhor defensor de campo externo de todo o beisebol universitário e pode bagunçar qualquer campo interno adversário se chegar em base, sendo avaliado como um jogador que nas grandes ligas pode vir a roubar de 30 a 40 bases num ano em seu auge físico. Na última temporada, roubou 28 bases em 62 jogos, com 58 corridas impulsionadas. Vem jogando mais vezes no campo central do que no esquerdo ou direito.

3 — J.B. Bukauskas, North Carolina

Posição: Arremessador (destro)
Temporada no universitário: Terceira

Máquina de strikeouts, Bukauskas ganhou fama em escala nacional no ano que decidiu se juntar aos Tar Heels, quando em seu último ano na Stone Bridge High School fechou a temporada com sete vitórias, nenhuma derrota, 88 strikeouts e nenhuma corrida merecida. Apesar de pedir para não ser draftado, foi selecionado pelo Arizona Diamondbacks na 20ª rodada de 2014, e ainda assim optou por ir para a universidade de North Carolina.

Bukauskas deve ser um dos primeiros no draft (Getty Images)

Seu repertório leva uma bola reta de média de 95 milhas por hora, slider que oscila em 80 e também changeup. Em 2016, se afirmou no posto de ace da equipe ao terminar a temporada com sete vitórias, duas derrotas, ERA de 3,10 e 12,5 strikeouts para cada nove entradas. Ele está se especializando em comunicações.

4 — Brendan McKay, Louisville

Posição: Arremessador (canhoto) e primeira base
Temporada no universitário: Terceira

Rebate e arremessa como um profissional: Brendan McKay destaque com sua flexibilidade desde sua primeira temporada em 2015. Com a fama de two-way player, ganhou o prêmio John Olerud em seus dois anos completos em Louisville, que é dado ao melhor atleta universitário com essa característica. Classificado pela Minor League Ball como um dos prospectos atuais que menos tempo devem passar nas ligas menores pela consistência e “identidade” que leva no montinho e no ataque.

McKay vem brilhando muito no bastão em 2017, apesar da preferência no montinho (Getty Images)

Seu repertório de arremessos tem uma bola reta de 90 a 94 milhas por hora e uma bola de curva avaliada como uma das melhores do College, além da changeup. Seu principal problema é o alto ERA entre arremessadores da elite (2,30 em 2016) mas ainda assim é considerado o mais pronto prospecto para o beisebol profissional pela boa localização da zona de strikes.

No bastão, tem um bom aproveitamento como ponto forte mas também tem uma notável potência, que transforma em rebatidas multi-base frequentemente — 19 no ano passado — precisando trabalhar em home runs, mesmo que espera-se que ele se torne um arremessador em definitivo na MLB.

5 — Kyle Wright, Vanderbilt

Posição: Arremessador (destro)
Temporada no universitário: Terceira

Mais um dos Commodores na lista, Wright fez o primeiro ano quase todo como fechador, mas em 2016 chegou para ser abridor em definitivo. Fechou a temporada com 107 strikeouts, oito vitórias e quatro derrotas em 16 jogos como starter. O único da lista que não foi draftado previamente, o camisa 44 é descrito como um jogador muito atlético e maduro, e que está em desenvolvimento. Nesta temporada já foi premiado como melhor jogador da nação na semana, principalmente por sua atuação com shutout — jogo completo sem ceder corridas — com 13 strikeouts contra Florida.


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